--- um dia eu volto ao que era antes... bem antes ---
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[à espera de algo que me faça sentir, sem esforço, sem dor, sem problemas... minha pequena ilusão/ minha própria missão impossível... é difícil voar com os pés no chão...]
"Nise? Nise? onde estás? Aonde espera Achar-te um alma, que por ti suspira, Se quando a vista se dilata, e gira, Tanto mais de encontrar-te desespera!
Ah! se ao meunos teu nome ouvir pudera Entre esta auara suave, que respira! Nise, cuido, que diz; mas é mentira. Nise, cuidei que ouvia; e tal não era.
Grutas, troncos, penhascos da espessura, Se o meu bem, se a minha alma em vós se esconde, Mostrai, mostrai-me a sua formosura.
Nem ao menos o eco me responde! Ah! como é certa a minha desventura! Nise? Nise? onde estás? aonde? aonde?"
Um dia me disseramque a tristeza tornava as mulheres mais bonitas. Mentira...
[pão de miolo inicial]
A passagem da calçada leva pra um lugar -colunas de ferro, canos de latão- medíocre, as janelas empoeiradas estão quebradas... Venha, pode desviar e pode me atacar ó feroz microtoy. Só, por favor, não me peça para não chorar quando estiver sozinha no reflexo do vidro fosco. Preciso ser mais forte que ela, muito mais forte, muito mais rápida porque eu vou mais longe, porque eu tenho que chegar em "casa". Ah! como sou tola! isso dói! Isso dói muito! Mas não é só o vento que congela as giletes da minha garganta nem as agulhas fincadas no peito do meu boneco de vudu, é por ele... é por ele que me disse para não chorar e falou-me que ela estava bem, desprezouindesprezando depois...